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 Dia 07/05/95 - Capris

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Yy
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MensagemAssunto: Dia 07/05/95 - Capris   Qua Mar 18, 2009 1:03 pm

A chuva cai fina, coroando o fim de uma noite cansativa e entrecortada pelas luzes de neon da cidade. A bebida, as lojas e todos os artifícios de um labirinto de pedra prendem e distraem os participantes da dança de hoje, que rodopiam de forma previsível por todos os alentos e diversões que a cidade oferece.

Por sorte, você já aprendeu o suficiente para guardar passos mais pensados e menos instintivos. Recém saída do banho e acordada há apenas 2 horas, você observa pela janela segura do hotel.

Pela fresta aberta na cortina entrecortada, você pode ver os carros saindo com homens bêbados pela noite de Turim. Reconhece três dos rostos em um papel protegido por plástico, e espera encontrar os outros dois ainda nessa noite.

Há duas semanas atrás, você estava na Mansão em New Portrane discutindo que já era hora de iniciar a profissão que treinou tão cuidadosamente... E viu seu pai assinar papéis e te conseguir as passagens em segundos com a expressão mais grave que ele já fez na sua presença.

Agora não é mais hora de voltar atrás.
Você abraça a Sniper e o Revolver de Calibre alto e os coloca dentro da maleta acolchoada, esperando não precisar usar a segunda arma.

O relógio marca 11 da noite, enquanto as gotas frias castigam a Mole Antonelliana, e você nota que aos 16 anos é a primeira vez que fica tanto tempo sozinha em um local estranho. Talvez os dias de adaptação à cidade e de compras e brincadeiras tivessem sido o suficiente para saciar o seu espírito de aventura.

Mas agora é tarde para preocupações.
A sua missão se iniciou 2 minutos atrás.
As chaves prateadas do carro sem placa repousam sobre a cômoda como se pesassem quilos.
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Qua Mar 18, 2009 1:43 pm

*Capris observa o local. Suspira. Fecha os olhos, forçando-se a se concentrar. Lê novamente as informações que lhe foram passadas. Tenta então analisar o melhor modo de completar sua missão, assim como bolar um plano B, e se possível um plano C e talvez um D. Com isso na mente, ela então dá sermão em si mesma, se mandando confiar mais em suas próprias capacidades. Fica com o plano B apenas.*
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Yy
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Seg Mar 23, 2009 9:10 pm

A releitura indica a missão e o Modus Operanti desta noite. Seguir o carro, onde cada um dos três figurões irá para um local diferente, e pegar pontos pré-definidos com a sniper. Por sorte, os dois primeiros estarão em locais isolados, então é improvável que o terceiro tenha qualquer chance de se preparar. Você vai caçar todos com a vantagem da surpresa, se tudo correr bem.

O único porém é que o terceiro alvo irá se encontrar com outros dois alvos. Você terá que avaliar a disposição dos três muito bem e atirar com precisão antes que os outros dois consigam cobertura, escolhendo a ordem e o momento de atirar na hora.

O carro dobra uma esquina previsível e some, indo deixar o primeiro dos alvos.
As chaves continuam sobre a mesa, paradas.
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Seg Mar 23, 2009 9:29 pm

*Capris segue pro próprio carro, pegando as chaves. Caso o local para onde o carro vai seja pré-definido, ela pegará um caminho diferente do que o que o carro do alvo seguiu. Caso contrário, o seguirá com cuidado de não ser notada. A sniper ela mantém do seu lado no carro, dentro da maleta, como se fosse uma jovem carregando a pasta de negócios do pai.*
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Yy
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Dom Abr 05, 2009 10:15 am

Você segue pelo caminho pré-definido com cuidado, evitando passar sinais e qualquer outro comportamento suspeito, as mãos frias no carro. A sua carteira ainda é provisória, e dirigir ainda é uma coisa um tanto estranha. A todo momento é como se algum dos outros carros fosse engolfar o seu, e o frio na barriga antes da missão não ajuda muito a melhorar essa sensação.

Você olha o mapa jogado no banco do passageiro, seguindo o caminho nele. Obviamente, a rota pré-defininda não é igual a do carro com o primeiro alvo, mas baseada nela para que a perseguição ocorra sem chances de qualquer contato visual. As ruelas e pequenos detalhes passíveis de modificação são somente um estimulo ao seu ego, uma afirmação de que pode-se tomar a rota que acha melhor sem se basear 100% no mapa dado junto com a missão. Um cálculo que inicialmente te ofendeu por já vir pronto - Quer dizer, se a missão é sua, você deveria cuidar disso, não? - mas que se mostrou bem efetivo e útil, algo bom de se ter em situações onde o nervosismo da primeira vez paira.

Você estaciona atrás de um prédio comercial já fechado, e olha a escada indicada ali. Se tudo tiver corrido como devia, o primeiro dos homens estará na sua suite, sobre ordens de não ser incomodado e sem câmeras.

Privacidade é um luxo hoje em dia, e como todo luxo, tem que ter um certo preço.

Ops, você já está segurando a primeira barra da escada há mais de 2 minutos e ainda não subiu...
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Dom Abr 05, 2009 11:34 pm

*Capris se repreende em pensamento*

"CONCENTRAÇÃO, bambola. Se você falhar nessa, teu pai não te deixa tentar outra até você ter uns 35."

*Ela se força a largar a barra, respirando fundo. Agora ela é o gato vigiando a presa. Sobe em silêncio absoluto, mas se houver qualquer pessoa passando por ali, ela age como alguém corriqueiramente seguindo ao seu quarto.*

((off: Não entendi bem, estou no mesmo prédio que o cara ou em algum prédio vizinho pra atirar de longe? Vou fazer primeiro como sendo o mesmo prédio))
*Na porta do quarto certo, ela pára, um pouco antes para que nem mesmo sua sombra possa ser vista por baixo da porta. Ouve com atenção, tentando perceber se o alvo já está dormindo.*


((off: a ação a seguir é caso ela esteja em outro prédio perto))
*Capris busca por um lugar com visão privilegiada. Sua visão de noite é relativamente boa, ela sempre preferiu a noite ao dia e imagina que por causa disso seus olhos tenham se acostumado à penumbra. Busca seus equipamentos - com um pouco de sorte, o pai teria providenciado uma sniper com lente embutida para mirar bem de longe. Analisa ao redor: o lugar ideal seria longe de olhos curiosos, com boa capacidade para esconder-se e um lugar seguro para apoiar a arma. Caso encontre, ela se posiciona, olhos atentos no alvo, tendo o cuidado de mirar perfeitamente, errar o primeiro tiro seria um desastre.*
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Qui Jul 23, 2009 7:25 pm

[Prédios diferentes, você subiu para a cobertura do outro prédio, que não tem ninguém]

Você checa o equipamento, e logo a sniper está montada e mirando no apartamento do homem. Ele está entrando no quarto e passeia por ele, indo para o banheiro logo em seguida. Você se culpa. Acabou de perder um ótimo momento para atirar.

Após alguns minutos, que se arrastam no ar frio que somente os locais altos conhecem, ele sai, com roupas mais confortáveis e fumando algo, telefone à mão. Possivelmente para chamar uma companhia para a noite. Você mira fora do apartamento e liga o laser, seria problemático mostrar a marca da sniper no raio de visão dele...

[Muito tempo sem rolar dados por aqui, hora de testar sua sorte ohkita ^^]


Última edição por Yy em Qui Jul 23, 2009 7:25 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Qui Jul 23, 2009 7:25 pm

O membro 'Yy' realizou a seguinte ação: Lançar dados

'Moeda' :

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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Qui Jul 23, 2009 7:32 pm

O laser encontra a nuca do homem, agora de costas e possivelmente falando com alguém. Você morde os lábios e espera minutos ainda piores que os anteriores, preocupando-se em manter o laser fora do raio de visão dele, na borda da janela. O telefone pousa na base, e mecânicamente o laser está denovo na cabeça dele. Seu dedo puxa um metal de uma tonelada, e é como se um pedaço de você saisse pelo cano da arma, lutando contra cada gota de chuva e voando em direção ao objetivo. O homem cai segundos depois de ter desligado o telefone, e você segura a arma com a força de quem não tem mais o chão como apoio. A chuva escorre pelo seu rosto, anormalmente quente para o clima da região. Mesmo treinando e fantasiando muito esse momento, você pode sentir o quanto o gosto dos negócios de Marco e do seu pai é amargo e forte.


Após um minuto, suas pernas recuperam as forças, o suficiente para descer as escadas. A vontade é de ir de lá para casa e cobertas, mas a missão já se iniciou e deve acabar. E o fato de ele ter feito uma ligação antes te dá um senso de urgência.

Logo você está nas mesmas escadas, coroadas pela garoa fina e fria que rouba o calor do seu rosto, quase como um pequeno conforto.
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Qui Jul 23, 2009 11:36 pm

*Pensa: "perdi muito tempo. Isso não se repetirá."*
*Capris sente o sangue como se estivesse na própria boca, o estômago revirando levemente. Novamente passa sermão em si mesma. "Não é hora pra isso". Ela desce pelas escadas, conjurando em si os movimentos dos gatos que sempre teve com tanto afeto. Silenciosa, precisa. Mortal. Ela desce, com pressa, depois de ter escondido bem a arma novamente e trazido-a consigo. Sente a chuva, de bom grado, como se ela pudesse lavar seu próprio corpo e mente do pecado que acabou de cometer. Dá a partida no carro... O próximo alvo já está morto, só esqueceu de cair.*
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Qua Jul 20, 2011 7:06 pm

Suas mãos trêmulas acabam de recolher o tripé e desmontar a arma, e reassumem a firmeza no instante em que tocam o metal frio da escada. Ao que parece, parte de você não consegue deixar que o emocional coloque a sua segurança em risco. Bom sinal.

Você desce alguns degraus da escada, a cabeça focando-se agora no movimento cíclico e deixando as preocupações para alguns metros abaixo. Até que uma das barras se solta...

(Capris: Reflex Save)
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Qua Jul 20, 2011 7:06 pm

O membro 'Yy' realizou a seguinte ação: Lançar dados

'd20' :

Resultado : 18
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Qua Jul 20, 2011 7:15 pm

Como se pertencente à uma bailarina treinada para este movimento, sua mão gira, soltando a barra enferrujada para uma queda de 10 metros, enquanto o resto do corpo aproveita o movimento para redistribuir seu peso na parte da escada que realmente pode aguentá-lo. Sua cabeça só consegue proclamar um xingamento no instante em que a mão direita, voltando do lançamento do pedaço podre de metal, pousa firme sobre o vão deixado pela barra, girando e agarrando o "degrau" de cima com o pulso voltado para a sua face.

A barra não parecia ser instável na subida. O que aconteceu para quebrar assim repentinamente? Você se concentra a retomar a descida, querendo logo um pedaço de chão, até que a barra na mão esquerda, indiscutivelmente firme após este movimento, também falha...


Seu corpo treinado repete o movimento da outra barra, agarrando-se enquanto a perna procura um cano para tirar parte da sustentação da escada. Mas os degraus seguintes parecem ficar firmes de forma excessiva. Antes que você possa entender, os degraus estão lentamente entrando no prédio e subindo na parede, como se estivessem sendo absorvidos por um líquido. Em muito pouco tempo o seu apoio será nulo, e a cada segundo em que ele se esvai, a distância ao chão aumenta...
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Qui Jul 21, 2011 2:24 am

*Capris fica totalmente sem entender. Se pergunta se está sonhando. Se pergunta se alguém a drogou. Numa tentativa épica de abandonar qualquer senso de lógica - porque a cena atual não faz nenhum sentido -, ela busca pela lógica ilógica: se descer faz o chão ficar mais longe, ela tenta SUBIR.*
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Dom Nov 13, 2011 11:44 pm

Tentando subir pelas escadas, você sente o metal tremulando, agarrando seu pulso de forma firme como algemas. A gravidade parece parar de funcionar, e as escadas correm, percorrendo uma distância absurdamente maior que a que deveria ser a do prédio.

Ainda sem saber o que está acontecendo, você sobe, imobilizada e com garganta e lábios presos por uma força invisível. Antes que possa se dar conta, você está novamente na parte de cima do prédio, mirando a sniper e sem controle dos próprios movimentos. Ao contrário da outra vez, a arma não amplifica somente a imagem do outro lado da rua. É possível sentir o cheiro podre do homem, sua pulsação interrompida por gordura depositada nas artérias e algo ainda mais sujo... sua essência.


Sem sobreaviso, seu dedo pressiona o gatilho, agora sendo esmagado pelo peso absurdo deste e forçando-o sem que seja possível impedir o movimento. Porém, após o fim do tiro, você se vê na chuva... voando em direção ao prédio, no lugar da bala.

Se isso é um sonho, é hora de acordar.


Ao atingir a janela, ela cede sem se quebrar, deixando-a passar como se fosse uma camada de gelatina, ainda tremendo enquanto seu corpo vai em direção à nuca do homem, agora aparentemente gigante. Você tenta proteger o rosto em vão, o coração pulsando absurdamente perante a experiência de choque, e novamente seu corpo mergulha, dessa vez no ser que está a sua frente.


No instante seguinte, você se vê encostada na parede, o corpo nu coberto por cabelos mais longos do que você se lembrava. À sua frente, o homem está no chão, o rombo deixado pela bala - ou pelo seu corpo - vertendo sangue pelo chão do prédio. Durante alguns segundos, você se vê em choque, perante a situação bizarra e a visão grotesca. Mesmo sendo dura à distância, a sensação de ceifar a vida de alguém parece muito mais amarga quando vista de perto.

A poça de sangue continua se alastrando, logo tocando os seus pés. E a partir dai você pode olhar para frente.


O vidro intocado da janela reflete uma garota assustada, encostada nua contra a parede e sendo coberta somente pelos próprios cabelos. Um trovão cai, roubando as luzes da cidade... e deixando somente parte do reflexo, iluminado pela lua.


Das sombras que infestam a parede, você pode sentir algo... E uma cabeça longa se projeta, do local onde o seu reflexo estava na janela... indo até o homem, e estendendo uma língua longa, que atinge o chão com força no local onde o sangue escorreu e raspa o carpete, parecendo não se importar com a sujeira enquanto sorve cada gota.


Seriously... wtf?
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Seg Nov 14, 2011 12:39 am

*Então, simples (ou nada simples) assim, ela esquece o foco em ser bem sucedida em sua missão. Ela encara a cena com uma cara de paisagem que diz claramente que algo acabou de EXPLODIR em seu cérebro, sentindo-o dormente. Ela não sabe o que pensar. Muito menos o que fazer. Fica olhando a cena grotesca, não conseguindo computá-la em sua mente...*
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MensagemAssunto: Re: Dia 07/05/95 - Capris   Seg Nov 14, 2011 1:11 am

Você continua paralisada, vendo o ser sorver o líquido grosso e pegajoso, até que ele parece pensar algo e levanta o rosto. Seus olhos se dilatam ao ver que, aparentemente, você é um prato mais interessante que sua primeira vítima.

A criatura te encara, abrindo um sorriso com mais dentes do que seria possível para um humano, e parece ver além do que sua pele mostra. Ela volta novamente os olhos para o homem caido, e molha um dedo de uma mão que até agora não existia no sangue, tocando o seu rosto com ele. De forma semelhante à sede que o ser tinha, o seu cabelo parece beber da essência do homem, sob o olhar aprovador do ser.

Você precisa se comunicar e descobrir o que é isso. Juntando toda a coragem que tem, seus lábios começam a se mover, a única pergunta que


RUAAAU!
O ser projeta-se no seu rosto, a mandíbula imensa fechando-se como se a engolisse.



Você acorda com um grito surdo preso na garganta, salva de sentir a mordida pelo despertar. Tateando o escuro, parece que o pesadelo ainda não acabou. Mesmo não estando mais nua, sua roupa está em frangalhos, os coletes de proteção e equipamentos perdidos sabe deus onde. E você vê a coloração rubra no chão, levantando os olhos com medo que novamente o ser venha se alimentar.

No sala, diversas pessoas caidas e aparentemente sem respiração, entre elas os alvos da noite. Ainda sem saber como veio parar ali e fazer aquilo, você tenta se levantar, as pernas bambas não permitindo o movimento sem o apoio de uma parede. Em meio aos homens caídos, um deles se levanta, o rosto seriamente avariado por algo que parece ter sido uma patada de um animal.

- De... mo... - O homem balbulcia, levantando uma Glock na sua direção com as mãos trêmulas. Ainda sem reação, você olha a cena sem opções, o sangue novamente esquentando seu corpo além do ponto enquanto nenhum músculo responde.

O braço trêmulo do homem é atingido, enquanto um mão habilidosa desvia a arma da sua trajetória no caso de um tiro feito no susto. Girando no próprio eixo, a sombra coroa o rosto do homem com um par de socos, um fio fino desenrolando-se de um ponto da luva e rapidamente envolvendo o pescoço do indivíduo, que se mexe por alguns segundos e cai, derrubado para não levantar mais.

Levantando-se de forma ereta, o seu salvador se vira, o rosto felizmente sendo coberto por uma máscara com luzes verdes, do tipo utilizado por forças especiais, o tipo mundano que sua cabeça pode relacionar. Olhando o local devastado, ele parece se convencer de que não existem mais sobreviventes, a voz vindo em um italiano abafado pela proteção do rosto.

- Você está bem Capris?


Incapaz de dar uma resposta, você se mantêm encolhida em um canto, ainda sem certeza de quem ou o que é amigo, inimigo ou real.

O homem afrouxa a máscara, tirando-a e revelando o rosto, ele se abaixa e segura seu queixo com leveza, os olhos transmitindo alguma calma.

- Nós vamos te levar para um lugar seguro Bambina. O pesadelo acabou - A voz de Marco é quente e familiar, arrancando um sim tímido da sua cabeça trêmula.










Horas depois, você acaba de se esfregar pela milésima vez no banho, ainda tremendo e sem saber o que fazer. Marco entra pela porta aberta, fechando o chuveiro para você e envolvendo-a com uma toalha.

- Eu não sei o que houve ali Cap, mas você pode tirar alguns dias de folga antes de começar a me contar - O homem fala de forma casual, alheio ao mar de bizarrices que quase te afogou. - Vamos, você teve um dia longo.


A cama é um pouco mais macia que o habitual, mas é quente. Você enterra a cabeça no ombro de Marco, alternando choro e silêncio até que o sono a domina, felizmente sem carregar nenhum tipo de sonho.
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